Indústria quer mais proteção contra chineses

A indústria eletrônica vem sendo uma das mais afetadas pela expansão internacional da China. No Brasil, aparelhos eletrônicos de consumo e equipamentos de comunicação estão entre os itens que vêm registrando maior aumento das importações chinesas, segundo ranking elaborado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

A participação dos produtos chineses no consumo brasileiro saltou de 1% para 11,7% no período de 2000 a 2006, diz a Fiesp. Em valores, isso representou um total de US$ 2,37 bilhões em 2006, com crescimento médio anual de 65% em seis anos. Abdo Antonio Hadade, presidente da Indústria Brasileira de Televisores (IBT), dona da marca Cineral, diz que vários produtos deixaram de ser fabricados no Brasil por causa desse fenômeno, citando como exemplo os DVD players. "Ficou mais fácil importar do que produzir aqui", alega o empresário.

No entanto, o diretor de pesquisas da Fiesp, José Roriz Coelho, acha injusto afirmar que os produtos chineses são “cópias baratas” dos fabricados em outros países. "A China tem produtos bons, menos bons e ruins, como qualquer país do mundo, mas a maioria já é de alta tecnologia".

Em meio a essa discussão, a ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) ganhou, em primeira instância, uma ação contra o StandCenter no valor de R$ 7 bilhões. O StandCenter era um dos maiores centros de venda de produtos piratas e/ou contrabandeados da capital paulista, de propriedade do chinês Law Kin Chong, preso pela Polícia Federal.

A ABES – que tem entre seus filiados potências como Microsoft e Adobe – promete ações similares contra outros pontos do gênero, como a Galeria Pajé e o Shopping 25 de Março, também em São Paulo; a região da Rua Uruguaiana, no Rio; e a Feira do Paraguai, em Brasilia.

Fontes: O Estado de S.Paulo e IDG Now

Textos relacionados
Fiesp diz que produtos chineses são 11% do mercado
Venda de computadores pode afetar preços de HDTV
Chineses mostram suas versões do Blu-ray
China apresenta DIVA como opção ao HDMI
Caça aos piratas: R$ 7 bilhões