Varejo incentiva compras à vista    

Para manter o ritmo de vendas num momento em que o consumidor já indica receio frente à crise econômica, redes de varejo decidiram incentivar as vendas à vista e reduzir o número de parcelas para os itens mais baratos. Esta foi a alternativa encontrada por Manoel Amorim, presidente do Ponto Frio, a segunda maior rede de eletroeletrônicos e móveis do País. "Temos de ser mais parcimoniosos em relação ao crédito e gerir o negócio com mais responsabilidade", apontou o executivo.

A afirmação traduz o comportamento das lojas diante do cenário de incerteza. Como a oferta de crédito está limitada, a palavra de ordem no Ponto Frio é vender à vista. Segundo Amorim, no início de outubro essa modalidade de venda cresceu 5% e já representa 42% do total comercializado na rede.

Outra medida foi reduzir o número de produtos vendidos a prazo, assim como o número de parcelas e o crédito ao cliente. "Esta é uma saída para fugirmos da inadimplência, pois a população se endividou muito nos últimos anos. Até o momento, a estratégia de oferecer preço competitivo para compras de pagamento imediato tem dado certo", avaliou Amorim, cuja empresa continua a financiar as compras em até 18 vezes.

Uma de suas concorrentes, a rede paulista Lojas Cem, garante que não se preocupa porque já tem estoques até janeiro. Sua queixa é contra alguns fabricantes. "Fornecedores de fornos de microondas e videogames querem repassar toda a oscilação do câmbio, em torno de 30%”, diz Valdemir Colleone, diretor da empresa. “Se o consumidor não tem reposição salarial neste patamar, ele não terá como comprar a este preço".

Outra concorrente, a mineira Ricardo Eletro, também revelou que está com seu estoque cheio para as vendas de fim de ano, tanto que na semana passada fez promoções de itens de informática. A empresa garante que não vai aumentar o preço de nenhum produto desta linha e que até o momento mantém todos os investimentos para o ano.

Fonte: DCI

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