Varejo aumenta preços por conta do dólar alto
Enquanto o varejo americano, pressionado pela maior crise econômica dos últimos anos, reforça suas promoções tentando atrair de volta o consumidor às lojas, no Brasil a maioria das redes está aumentando seus preços. Levantamento feito pela equipe da revista HOME THEATER & CASA DIGITAL em outubro mostrou que os TVs LCD, por exemplo, vêm tendo reajuste entre 11% e 14% (clique aqui para ver os detalhes).
Esse movimento antecipa-se às vendas de Natal, quando o varejo espera não ver seu faturamento contaminado pelos efeitos da redução da atividade econômica no País. Segundo os dados da Fipe, em setembro esses efeitos ainda não foram sentidos porque indústria, comércio e serviços ainda trabalhavam com dados do primeiro semestre, que foram muito bons. A partir de outubro, os pesquisadores começaram a observar queda de atividade, refletida nas decisões de diversas empresas que suspenderam planos de investimento.
No caso específico de TVs e displays, o levantamento – realizado apenas entre as principais lojas virtuais – mostrou grande variação entre os preços pesquisados no início e no final de outubro. Habitualmente, os sites de compra são os que oferecem mais promoções. Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, as redes de lojas físicas até a semana passada ainda não haviam sentido queda de movimento e planejavam um Natal melhor que o do ano passado.
Michael Klein, dono da Casas Bahia, afirmou ao jornal que havia suspendido as compras da indústria eletrônica porque os fabricantes queriam promover reajustes de até 30%; dias depois, a rede chegou a um acordo com seus principais fornecedores e, a exemplo das concorrentes, definiu a cotação do dólar a R$ 2,00 como valor de negociação para o setor. A moeda americana, que no início de setembro era cotada a R$ 1,60, chegou a atingir R$ 2,40 no auge da crise das Bolsas, no final daquele mês.
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