Vendas de eletrônicos caíram 25% desde outubro
Não há ainda dados oficiais, mas as estimativas do mercado indicam que o setor eletrônico também vem sendo atingido pela crise econômica – embora menos do que outros segmentos da economia. A redução do crédito e a perda de confiança do consumidor resultaram numa queda de 25% nas vendas desde outubro. Os produtos mais afetados foram DVD players, aparelhos de som e eletroportáteis.
Embora esteja cortando a produção de alguns itens e até fazendo demissões em certas linhas, a maior parte dos fabricantes se diz otimista em relação à recuperação. Um dos principais responsáveis é o segmento de TVs de tela fina (LCD e plasma): embora tenha registrado sua primeira queda histórica (10% em fevereiro, na comparação com janeiro), esse produto é visto como alavancador da indústria durante este ano.
Para isso, executivos dos principais fabricantes contam não apenas com o forte apelo dos TVs para o consumidor, mas também com o aumento das promoções no varejo. Os TVs de tela fina já representam cerca de 60% da receita do setor de áudio e vídeo. A previsão da indústria é vender neste ano 1 milhão de aparelhos a mais do que em 2008, quando foram comercializados cerca de 2,7 milhões de unidades, 260% a mais do que o volume de 2007.
A Eletros, entidade que representa os fabricantes de TVs, ainda não divulgou seus dados sobre vendas de 2008. Mas levantamento recente divulgado pelo jornal O Estado de S.Paulo mostra que, em janeiro, a LG tinha 29% de participação no segmento de telas finas, seguida por Samsung, com 27%, Philips (19%) e Sony (14%). Em setembro de 2008, esse mesmo levantamento mostrava Samsung com 28%; LG com 27%; Philips com 21%; e Sony com 16%. O “ranking” é feito por uma empresa estrangeira e compartilhado entre os fabricantes.
Com cerca de 5 milhões de unidades vendidas em 2008, o mercado de TVs de tubo (CRT) ainda representa o dobro do de telas finas, mas a tendência é de inversão dessa proporção. "A competição com a LG é bem acirrada e vamos trabalhar para ser sempre a número um no setor”, diz José Roberto Campos, vice-presidente da Samsung. "A idéia é antecipar os lançamentos, não retrair por causa da crise".
Na mesma linha, a LG anunciou recentemente vários novos lançamentos, sem pensar em redução de preços. Com o dólar mais caro, os fabricantes avaliam que não há espaço para isso. "Não acreditamos em mais redução de preços”, afirma Roberto Barboza, diretor da LG. “O dólar subiu e os TVs só não foram reajustados porque os preços dos painéis caíram no Exterior e deu para compensar", confirma Campos. "O preço dos TVs já chegou ao limite".
Fontes: O Estado de S.Paulo, Valor Econômico e www.hometheater.com.br.
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