TV Digital entra em nova fase com interatividade

        Com o reaquecimento do setor de televisores de tela fina neste início de ano, boa parte dos fabricantes e também das emissoras acredita que foi dada a partida para um novo estágio da TV Digital no Brasil. Quase um ano e meio após o lançamento do SBTVD (Sistema Brasileiro de TV Digital), ainda há muita confusão entre os usuários e também indefinições por parte do governo, principalmente em relação aos serviços de interatividade e multiprogramação. Mesmo assim, representantes do setor se dizem otimistas.

“Há um prazo natural para a ampliação da cobertura digital, com maior disponibilidade de programas em HD, queda dos preços dos aparelhos de consumo, além do entendimento dos benefícios”, diz Fernando Bittencourt, diretor da Rede Globo, a emissora que até hoje mais investiu em equipamentos para TV Digital. Em março, o Fórum SBTVD – formado por representantes das emissoras, fabricantes e governo – iniciou uma nova campanha de publicidade, visando esclarecer o público sobre os benefícios do padrão brasileiro.

Entre essas vantagens destaca-se a transmissão móvel, que pode ser captada em celulares e notebooks, utilizando receptores do tipo 1-SEG, de baixa resolução. O baixo custo desses receptores é apontado como fator de popularização da TV Digital.

Já os conversores residenciais (set-top-box) continuam sendo motivo de polêmica: até hoje a indústria não conseguiu atingir o patamar de R$ 200, fixado pelo governo (os modelos mais baratos com capacidade de receber sinal HD custam na faixa de R$ 350). “Quando o ministro Helio Costa anunciou aquele valor, não tinha informação suficiente”, diz Caio Ortiz, da Semp Toshiba. “Era evidente que o valor era um objetivo, não um preço final”.

Ortiz está entre os que se animam com as vendas de TVs de tela fina, especialmente LCDs, que podem estimular o consumidor a investir no conversor para ter programação digital. Segundo ele, em 2008 houve um crescimento de 25% nas vendas desses TVs, chegando à casa de 2,1 milhões de unidades. Para 2009, a expectativa é de um aumento entre 30% e 35%. “Quem compra um televisor digital, seja HD ou Full-HD, vai procurar uma solução para ver a melhor imagem”, garante Ortiz (veja aqui testes de vários TVs com recepção digital).

Em sua edição especial de 13o. aniversário, que circula no final de abril, a revista Home Theater & Casa Digital (logotipo) traz reportagem completa sobre o padrão brasileiro de TV Digital e suas implicações para o usuário. Além de entrevistas com representantes das emissoras, fabricantes e especialistas, a edição vai incluir um mapa atualizado com todas as cidades que já recebem sinal digital. E orientar o consumidor sobre os melhores equipamentos (TVs e conversores) e o que deve fazer quando há problemas de recepção.

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