Leitor eletrônico da Amazon causa polêmica

        Com impacto quase igual ao lançamento do iPhone, três anos atrás, a Amazon.com, maior loja virtual do mundo, lançou na semana passada a nova versão do Kindle, dispositivo portátil que permite acesso a livros, jornais e revistas numa tela de 9,7 polegadas. Por 489 dólares, o cliente da Amazon recebe o aparelho (por enquanto, somente em território americano) e ganha direito a baixar conteúdos de diversas publicações associadas à loja. O Kindle DX tem capacidade para armazenar o equivalente a 3.500 livros.

       Imediatamente, editoras de jornais e revistas de vários países manifestaram interesse em participar do projeto. A Amazon, no entanto, quer cobrar pela distribuição dos conteúdos, que podem ser adquiridos na forma de assinaturas anuais. A principal vantagem do novo Kindle, além da tela maior, é a possibilidade de colocar imagens ao lado dos textos, permitindo que o usuário faça download das páginas integrais de um jornal, por exemplo, inclusive com os anúncios.

  Segundo a Amazon, três dos maiores jornais americanos – New York Times, Boston Globe e Washington Post – irão fazer testes com o produto a partir de junho. E várias universidades já encomendaram unidades do Kindle para distribuir entre seus alunos, uma forma de substituir os inúmeros livros que eles têm de carregar diariamente à escola.

     A polêmica surgiu porque algumas editoras se rebelaram contra a política da Amazon, de querer cobrar pelo conteúdo. “Não vamos liberar nosso material”, anunciou oficialmente Rupert Murdoch, todo-poderoso dono da News Corp, hoje o maior grupo de mídia dos EUA. “Eles é que terão de nos pagar”. Murdoch informou ainda que sua empresa estuda parcerias com fabricantes de equipamentos para produzir aparelhos concorrentes do Kindle. Uma dessas empresas seria a Sony, que já lançou anos atrás o E-Reader, com funções similares.

  Logo após o anúncio da Amazon, surgiu a informação de que a Apple também prepara uma versão de leitor eletrônico, baseada na plataforma do iPhone. A empresa não confirmou. Por sua vez, a Hearst – outra grande cadeia de publicações dos EUA – anunciou que está desenvolvendo um aparelho para leitura eletrônica em parceria com a FirstPaper, com plataforma aberta. E a Gannett (dona do jornal USA Today) confirmou o lançamento em breve de um dispositivo em formato tablet que utiliza tecnologia da E-Ink, especializada na chamada “tinta eletrônica”.

Fontes: Twice, New York Times e Comunique-se

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